Agenda Imagens do Povo

13 de abr de 2010

Morro do Bumba

Visão do alto do Morro do Bumba

Na manhã de terça-feira, o Rio de Janeiro amanheceu submerso ao caos. O temporal que se iniciou ainda na noite de segunda alagou a cidade, e toda a região metropolitana também sofreu as conseqüências de mais de 24 horas ininterruptas de chuva. Grande parte do estado parou. O deslocamento para a cidade era inviável, o trânsito, que comumente apresenta problemas, praticamente não funcionou e as autoridades pediram para que as pessoas ficassem em suas casas. O pior cenário porém ainda seria desenhado na noite de quarta-feira, quando, aproximadamente às 20 horas, o Morro do Bumba, localizado na região central de Niterói veio abaixo, aterrando mais de 50 casas e centenas de pessoas.



Moradores deixando suas casas condenadas após os deslizamentos

A tragédia está sendo acompanhada de perto pela população através da cobertura constante da mídia que há todo momento atualiza os números de vítimas e as estatísticas dos danos ocorridos na tragédia. Há porém, uma grande quantidade de moradores que ainda estão na região e que sofrem com o perigo iminente das chuvas e o descaso das autoridades que, mais preocupados com as conseqüências políticas, travam uma disputa de interesses em que a população, como sempre, parece não ter o cuidado prioritário.

Três fotógrafos do Imagens do Povo estiveram neste fim de semana (dia 10 e 11) em Niterói, na região mais afetada pela chuva. Francisco César, Fábio Caffé e Paulo Barros testemunharam e registraram cenas desoladoras do cenário no Morro do Bumba (ou do que restou dele), mas também imagens de solidariedade e esperança. Sentimentos que se multiplicam quando solicitados.

Dona Rosângela Costa, 40 anos, mora do Morro do Bumba desde que nasceu e hoje sua casa encontra-se condenada após o desabamento:

“Porque as pessoas vieram e construíram aqui? Por que as autoridades permitiram, por que eles deixaram. E agora? Onde estão nossas crianças? Perdemos nossas crianças, nossos anjinhos. E o futuro das que ficaram? Onde está? No lixão?”.

Dona Rosângela se emociona ao lembrar das vítimas


A corrente de solidariedade começou minutos depois da tragédia. Moradores se misturavam aos agentes da defesa civil e bombeiros na busca pelos soterrados. Vizinhos oferecem abrigos aos que perderam suas casas, locais públicos como igrejas e escolas recebem desabrigados e doações para as vítimas.

Maria da Penha, 33 anos, viu sua casa também ser inundada e está colaborando como voluntária na Igreja Apostólica Cristã, preparando a alimentação para os desabrigados e faz o apelo:

“Ficamos ilhados em cima da cama, mas mesmo assim viemos ajudar pois vimos que tem gente precisando mais. Chega gente toda hora aqui precisando de comida, roupas, calçados, produtos de higiene. É muito importante que todos os brasileiros se sensibilizem com a situação e possam ajudar fazendo doações para os abrigos que estão recebendo as vítimas daqui do Morro”.



D. Maria da Penha ajuda a distribuir alimentos para os desabrigados


Em meio a todo o caos renasce um sentimento que, por vezes, parece adormecido ou economizado: o de compaixão. E é esse sentimento que conforta e produz esperanças não só em quem foi vitimado pelas chuvas, mas em todos nós. A busca incansável por um futuro de mais igualdade e dignidade social.



O menino William brinca no abrigo improvisado na Igreja Apostólica Cristã

Para ajudar as vítimas da tragédia do Morro do Bumba:


Quadra da Escola de Samba Acadêmicos do Cubango
Rua Noronha Torrezão, 560.
Telefone: 2718-6884

Colégio Estadual Machado de Assis
Rua Desembargador Lima Castro, 97.
Telefone: 2627-3205

Igreja Apostólica Cristã e Igreja Universal do Reino de Deus
Rua Viçoso Jardim (uma das principais ruas de acesso ao Morro do Bumba).



Clique aqui para ver o álbum com os registros da visita ao Morro do Bumba.


1 comentários:

Essa galera e do bem!!!! e muito boa!!!

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